Quem sou eu?
Ultimamente eu sou várias... Sou a princesinha do papai, a fofinha da mamãe, a doidinha para os de fora, a triste para os de dentro, a depremida, a estranha para outros... Depende muito de quem vê... Mas para mim, eu sou a princesinha do papai que cresceu, a fofinha da mamãe que evoluiu... Aquela que sorri pra esconder a dor, e que tem lutado tanto para esconder a vontade de chorar dos outros... Aquela que está feliz e está triste ao mesmo tempo... Aquela cheia de amigos, sendo que poucos deles realmente a conhecem... Aquela que era a feinha da escola, que ninguém queria, e que hoje, está surpresamente bonita, que recebe pedidos de namoro e não sabe o que responder... Aquela que está sendo amada, e também ama, mas é covarde demais para agir ou admitir, portanto espera a ação do tempo, ou do outro, porque tem medo demais de se machucar para fazer qualquer coisa que envolva o seu coraçãozinho... Aquela que juntava as mãozinhas quando tinha 3 aninhos implorando a papai do céu, que os pais parassem de brigar... Aquela que acredita em Deus, mas as vezes dúvida, mesmo acreditando profundamente nele... Aquela que chora quando está sozinha... Que tem medo do escuro... Que se olha no espelho e não reconhece a si mesma, que responde, retruca, é chata, respondona, ás vezes mal-educada, mas que quando ama, ama plenamente, e que sente falta daquela garotinha de 5 aninhos, de mãozinhas pequenas e delicadas, cabelo embolado, rosto limpo sem maquiagem, unhas pequeninhas e naturais, corpinho magro e gordinho, de mente limpa, que sofria, mas logo se recuperava, que era feliz de verdade, que era imune a distância, que conseguia amar tão plenamente, e perdoar tão facilmente. Que acreditava que podia voar como uma pluma, e que ia crescer e se tornar linda como a Barbie, aquela garotinha de vida simples, lábios rosadinhos... Ela nao passava maquiagem, nem esmalte e não fazia quase questão nenhuma de pentear os cachinhos embolados, afinal do que importava a opção do mundo, quando ela sempre se refugiava e vivia no seu mundo próprio?! No seu mundo de brinquedos, e sonhos... Era tão fácil falar, e expressar o que sentia... Porque é tudo tão difícil agora?! Demonstrar o que sente de verdade, porque o silêncio dói tanto? Porque amar dói tanto assim? Pra quê esse tanto de escolhs, e porque eu tenho que fazê-las? Porque não são escolhas como qual doce eu quero, qual presente pedir para o Papai Noel nesse Natal? Por quê é tão difícil abrir o coração para mudanças?? Para pessoas novas entrarem, e deixarem ele se estufar?? São tantos "por quês" que eu sinceramente já perdi a conta... Eu só sei que EU, atualmente sou a garota com o grupinho de amigas inseparáveis, e que ama elas de paixão, que anda com elas na escola, e que sinceramente precisa delas para ajudarem a não chorar, a se manter forte, a manter a fachada de sorrisos, afinal, desde que os sofrimentos vieram, eu aprendi a atuar e a esconder os meus verdadeiros sentimentos, faz tanto tempo que eu estou fingindo que estou feliz, que sinceramente, ás vezes parece real até pra mim... Mas ainda existe em mim, a garotinha bagunçada, que me mostra que sempre há uma saída, e que mesmo que ela não esteja mais visível do lado de fora, ela está visível do lado de dentro... Que existem sim fadas, e sim, sonhos se realizam, que Papai do Céu sempre está comigo, e que basta eu esperar passar, e essas lágrimas vão embora, vão ser substiuídas por um sorriso... Que todo mundo erra, e eu tenho o direito de errar, aprender com meus erros e não repetí-los. Que eu sou uma guerreira, sou a Branca de Neve de armadura... Que se eu não tenho coragem agora, é por que talvez não deva, talvez eu deva deixar o tempo ajeitar tudo, se for pra ser será. E continuar acreditando que um dia virá um príncipe, que quem sabe já não existe, está pertinho e eu ainda não notei?! Que existem sim fadas, afinal, não há melhor definição para as amigas que me tiram desse buraco de sofrimento... E que mesmo que a vida pareça injusta, família injusta, pais injustos... Tudo vai passar... E agora é quando eu volto, a princesa de armadura, lutando contra si, e ultrapassando as barreiras de dor e sofrimento, os oceanos de lágrimas, com a ajuda das fadas madrinhas, de Papai do Céu, e papais e mamães da terra, até chegar do outro lado, onde o Sol brilha, onde o bem e o amor reinam, e onde vou poder descansar, vou poder (dor)m(ir), como a própria palavra diz, deixar a dor ir, até chegar o príncipe em seu cavalo branco, e me dar o beijo que vai me acordar, e finalmente, finalmente, eu e a garotinha lá do fundo, vamos ter o nosso "e eles viveram felizes para Sempre;", sem ponto final, ponto continuativo, porque depois do sofrimento, vão vir as histórias boas... Ainda há muito de bom por vir... Mas enquanto isso, eu vou (dor)m(ir) ch(orando)
Beijos & BorboletasRass*


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